Procura-se. Prêmio US$10 milhões para informações que resulte na devolução do roubo. Obs. Ninguém será preso pois o crime já prescreveu!

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US$500 milhões de dólares. O maior roubo do mundo não foi de um banco, mas de um museu. 13 obras ao todo, uma delas avaliada em $250 milhões, um Vermeer-ainda teremos muito a falar sobre Vermeer, um dos grandes mestres da Dutch School, o qual teve uma vida cheia de mistérios e somente deixou um legado de 35 pinturas.
Dentre as obras roubadas, incluindo Rembrandt, Degas e Manet, o Concerto de Vermeer é considerado o objeto mais caro do mundo já roubado…e até hoje não encontrado. E o crime é digno de filme, mas talvez o enredo seja tão absurdo que seja difícil de acreditar que de fato aconteceu!
Boston, 1990, Museu Isabella Stewart Gardner. Domingo, meia noite e meia. Tudo parece normal na ronda noturna revezada pelos dois agentes que cuidam, sozinhos, da segurança do museu. Enquanto um fica na mesa de controle o outra faz a ronda. 1:20 da manhã e a campainha soa. São dois policiais fardados. O agente à mesa, através do sistema de vídeo, se comunica com os dois, os quais dizem que receberam um chamado por distúrbio e pedem para entrar e averiguar.
O agente à mesa, vendo tratar-se da polícia, abre o portão e permite a entrada dos bandidos. Ainda sem perceber o golpe, os bandidos mandam que o agente se aproxime pois possuem um mandado de prisão de uma pessoa semelhante a ele. Este obedece (!) e abandona a mesa onde havia o único botão de alarme. Ao se aproximar ele é rendido e algemado. O outro agente ao chegar na sala também é surpreendido e algemado.
Agora com ambos os agentes algemados, os bandidos tem tempo de sobra para escolher as obras que irão levar.
A primeira sala invadida é a dos mestres holandeses. Ele retiram da moldura, com um estilete-as molduras continuam penduradas (vazias) na parede-a única marinha já pintada por Rembrandt, Tempestade no Mar da Galiléia (1633) e Senhora e Cavalheiro de Preto (1633), também de Rembrandt. Eles ameaçam levar o auto-retrato de Rembrandt, mas pelo tamanho e por ter sido pintado em madeira, deixam a obra de lado. Na parede ao lado eles retiram Landscape with Obelisk (1638) -atribuída inicialmente a Rembrandt mas pouco antes do roubo atribuída a um de seus pupilos- e também um Vermeer, “The Concert” (1664), reputado o objeto roubado mais caro do mundo, avaliado em US$250 milhões.
Além dos mestres holandeses, ainda foram roubadas obras dos impressionistas Degas (5 desenhos) e Manet (Chez Tortoni, 1875).
Na saída os ladrōes levaram as fitas de segurança contendo imagens e saíram calmamente pela porta lateral. No total o roubo durou 81 minutos. No dia seguinte pela manhã os agentes foram encontrados algemados no porão.
Estimou-se um prejuízo de US$500 milhões, sendo que o Vermeer sozinho fora avaliado em metade desse valor.
O prejuízo poderia ter sido muito maior caso os bandidos tivessem levado os Michelangelo, Raphael e Botticelli que havia no museu, assim como a famosa obra “Rape of Europa” de Ticiano (1560).
De qualquer forma, o roubo do Museu Isabella Stewart Gardner, em Boston, é reputado ainda hoje o maior do mundo e, infelizmente, ainda não resolvido, apesar da atuação do FBI.
Pistas que levassem às obras têm a maior recompensa já oferecida por uma instituição privada, US$10 milhões. Além disso, dada a prescrição, agentes federais já declararam que ninguém seria processado caso as obras sejam devolvidas.
Até então elas permanecem escondidas, talvez no porão de um dos bandidos, talvez na sala de jantar de algum bilionário excêntrico que todas as noites desfruta, solitariamente, de um concerto de Vermeer!








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